Hortas Urbanas

Desde que as cidades existem, a agricultura urbana e periurbana tem sido uma parte essencial da produção de alimentos e nas últimas décadas, ela ganhou destaque como uma solução fundamental para alimentar populações urbanas, fornecendo alimentos frescos, seguros e nutritivos. Além disso, a agricultura urbana fortalece os sistemas alimentares das cidades, complementando o abastecimento de alimentos vindos de áreas rurais.

Mais da metade da população mundial vive hoje em cidades, e segundo dados da FAO-ONU, 800 milhões de pessoas estão envolvidas em agricultura urbana ou periurbana (que são zonas de transição entre o urbano e o rural).

No Brasil, hoje ela é definida por lei (14.935/2024), caracterizada como “atividade agrícola e desenvolvida nas áreas urbanas e periurbanas e integrada ao sistema ecológico e econômico urbano, destinada à produção e à extração de alimentos e de outros bens para o consumo próprio ou para a comercialização”.

Uma das grandes vantagens da agricultura urbana é sua capacidade de atender à demanda local por alimentos além de trazer impactos positivos na vida das pessoas, promovendo benefícios sociais, educacionais, econômicos e ambientais.

Além de ocupar espaços ociosos e produzir alimentos dentro da cidade, a agricultura urbana promove a Soberania Alimentar e Nutricional, que é o direito dos povos de decisão sobre a organização da produção e da distribuição dos alimentos. Nesse contexto, ocupar, produzir e consumir, com consciência e responsabilidade, pode trazer, além da produção de alimentos e sua comercialização, autonomia e emancipação para os territórios urbanos.